CAROS OGANS, SAMBAS E FILHOS DE FÉ EM GERAL, SERVIDORES DA NOSSA AMADA UMBANDA.

Se a UMBANDA é uma religião viva, as curimbas dão mais vida aos diferentes rituais, desde que aceitas tenham sido pelas entidades espirituais e cantadas com ritmo, harmonia, sentimento, respeito, fé conhecimento e amor. Elas têm o dom mágico de estabelecer as ligações necessárias entre os dois mundos: o Físico Denso e o Espiritual. Conforme os diferentes pontos são cantados, provocam diferentes reações, segundo a sua natureza e finalidade, modificam a realidade astral e a sintonia e vibração da corrente mediúnica.

Ao entrar em contato com estas curimbas e o universo vivo e mágico dos pontos cantados, você está entrando na própria UMBANDA, na sua história e no culto aos ORIXÁS e ENTIDADES. Conhecendo as curimbas, conhecerá seus mitos, campos de atuação e de força na natureza, os momentos em que mais particularmente os invocamos, e o que esperamos de cada ORIXÁ e ENTIDADE. E ainda muitos outros aspectos mágicos, ritualísticos, históricos, folclóricos, etc.

Portanto você deve estudá-las e conhecê-las bem. Assim, você estará penetrando um pouco mais na magia da UMBANDA, pois aquilo que muitas teorias não ensinam, a letra e o ritmo de uma “simples” curimba ensina e recorda.

As diferentes curimbas têm diferentes origens. Algumas são muito antigas, outras mais novas; algumas foram ditadas por entidades espirituais, outras foram compostas por encarnados. Nós as consideramos como patrimônio da humanidade, de uso livre por todos que venham a conhecê-las, conservando-as ou adaptando-as às diferentes necessidades.

Ao gravar as diferentes curimbas (ou pontos cantados), procuramos valorizar a sua ressonância no astral, o seu conteúdo, e não a forma em português; ou seja, nos casos em que uma mudança de palavras que, graficamente, daria melhor concordância gramatical às letras, mas que perderia em ressonância vibratória, melodia e poesia. Nós as grafamos como foram cantadas no passado.

Mantivemos, portanto, alguns “aparentes erros de concordância em português”, assim como mantivemos palavras cujo significado desconhecemos, mas que mantêm valor sonoro e poético, dentro da melodia, apesar de, com essa opção, arriscarmo-nos a continuar sendo chamados de ignorantes e incultos pelos pseudo-intelectuais e críticos de última-hora. Não nos importamos, pois preferimos conservar nossas raízes e aqui (como a UMBANDA nos ensina através de suas ENTIDADES) valorizamos o conteúdo e não a forma aparente, de acordo com a Doutrina do Coração e não a do olho. Mantemos a nossa lealdade aos Pioneiros da UMBANDA que, embora aparentemente “incultos”, foram ricos em amor e sabedoria e, se na sua simplicidade e espontaneidade, aos ORIXÁS apresentaram assim as suas curimbas e assim foram aceitas e firmadas no astral, assim nós as conservamos e cantamos, da mesma forma pura e singela, considerando a sua beleza e poesia, simples e profunda.

A nossa gratidão a todos os filhos de fé anônimos que as compuseram, aos que as cantaram e cantarão, e aos que as conservaram e transmitiram e a todos aqueles que farão o mesmo, enriquecendo assim a nossa amada UMBANDA e a nossa BANDA.